História do Município
O município de Portão teve início em terras do antigo município de Porto Alegre. Em 1788 já tinha sido iniciado seu povoamento, com uma fazenda imperial, para criação de gado. Esta tinha um grande portão para impedir que o gado fugisse.
Portão já constituía o 8º Distrito de São Sebastião do Caí desde abril de 1930. Todavia, somente pelo decreto lei nº 7199, de 1938, a sede foi elevada à vila.
Com o progresso do distrito de orgem alemã, foi realizada em 1963 a consulta plebiscitária para sua emancipação, o que ocorreu em 9 de outubro do mesmo ano, pelo Lei Municipal nº 4579. A área foi formada pela divisa entre os municípios de São Sebastião do Caí, Canoas, Estância Velha e São Leopoldo.
A origem do nome da nossa cidade Portão deve-se ao fato de que entre os anos de 1787 e 1788, por recomendações do governo imperial, foi construído um grande portão que serviria para isolar e impedir que o gado criado na Estância Velha escapasse pelo arroio em direção à localidade de Rincão do Cascalho.
Nesse período, a atual rua Júlio de Castilhos era apenas uma picada. Foi nas proximidades do atual curtume Kern Mattes que ergueram o portão. O local ficou muito conhecido porque era usado como referência pelos viajantes e tropeiros e pela população local. Nas águas limas do Arroio Portão o pessoal se abastecia de água e descansava, para depois seguir viagem tanto à serra, quanto em direção à capital ou ao litoral.

O Brasão Heráldico do Município de Portão foi oficializado pela Lei Municipal nº 177, de 21 de agosto de 1974, durante a gestão do prefeito Lothar Kern.
Mais do que um símbolo oficial, o brasão representa a história, a economia, a cultura e a identidade do município, reunindo em seus elementos visuais as principais características que marcaram o desenvolvimento de Portão ao longo dos anos.
No centro o escudo possui o formato de desenho de pele e máquina detalhes que simbolizam a atividade coureiro-calçadista, uma das bases econômicas mais importantes do município na época da criação do brasão. A presença da pele curtida evidencia a forte ligação histórica de Portão com a indústria do couro e com o desenvolvimento industrial da região.
Na parte superior do escudo aparece um campo azul-claro, representando a abóbada celeste. Sobre ele está uma semi-engrenagem branca, símbolo da atividade industrial e do progresso econômico do município. A engrenagem demonstra a força do trabalho, da produção e da industrialização que impulsionaram o crescimento de Portão.
Abaixo da figura central partem três barras nas cores vermelho, amarelo e verde, as tradicionais cores rio-grandenses. Esses elementos reforçam a identidade gaúcha do município e representam o orgulho de suas raízes culturais e históricas ligadas ao Rio Grande do Sul.
No lado esquerdo do escudo estão representadas três árvores estilizadas e escalonadas. Elas simbolizam a preocupação do município com o reflorestamento e a preservação ambiental, destacando a valorização da natureza e da sustentabilidade, aspectos importantes para o desenvolvimento local.
Já no campo amarelo aparece um livro aberto, que representa a cultura, a educação e o conhecimento. O símbolo destaca a importância do ensino e do desenvolvimento cultural para a construção da comunidade portonense.
No lado direito, sobre um campo verde, está representado um ramo estilizado com folhas e três frutas cítricas em tom alaranjado. Esse elemento faz referência à produção agrícola e à citricultura, atividades que também tiveram grande importância na economia e na história do município.
Na parte superior do brasão encontra-se a coroa mural em prata, formada por duas torres laterais e um pórtico central. Em destaque está um portão estilizado, símbolo que faz referência direta à origem do nome da cidade. O elemento relembra a herança histórica do município e reforça a identidade que deu origem ao nome “Portão”.
Na parte inferior aparece um listel na cor ocre com as inscrições “PORTÃO” e “9 DE OUTUBRO DE 1963”, data oficial da emancipação do município. Esse detalhe eterniza um dos momentos mais importantes da história da cidade: sua conquista da autonomia administrativa.
A mesma lei também oficializou a bandeira municipal, composta por três faixas nas cores vermelho, amarelo e verde — novamente representando as cores rio-grandenses. No centro da bandeira está inserido um disco branco com o brasão heráldico, reforçando a união entre a história, os valores e a identidade visual do município.
Dessa forma, o brasão de Portão não é apenas um símbolo oficial, mas um verdadeiro retrato da trajetória do município, reunindo em seus elementos a força da indústria, a importância da agricultura, a valorização da cultura, o respeito à natureza e o orgulho das raízes históricas da cidade.
Os primeiros proprietários mapeados na localidade de Portão, são de origem portuguesa: o Capitão Bernardo Jr., cunhado do coronel Rafael Pinto Bandeira; Luis Leite (de Oliveira) e o Capitão Alencastro. Geralmente as propriedades tinham uma atafona, uma moenda ou engenho e a mão-de-obra utilizada nos trabalhos da fazenda era, até então, escrava.
A Economia era de subsistência com destaque para a produção da farinha de mandioca, pecuária, e frutas.
Primeiros núcleos de ocupação: Séc. XVIII e XIX: - Carioca; - Socorro: comércio primeira igreja católica 1917, cemitério comunitário;
- Fazenda das Palmas; - Sanga Funda; - Boa Vista; - Cachoeira; - Bom Jardim; - Sertão Capivara; - Rincão do Cascalho e Portão Velho (ao longo da Rua Júlio de Castilhos incluindo a atual Vila Aparecida (divisa com São Leopoldo), (comércio) – pontos estratégicos de passagem e proximidade com outros “municípios”.
URBANIZAÇÃO: Os primeiros Núcleos “urbanos” eram Núcleos isolados, na localidade do Socorro (acesso entre São Leopoldo e Capela de Santana) e
Boa Vista (sesmarias, famílias alemãs – acesso a Capela, Triunfo, São Leopoldo e Estação Portão). No Sertão Capivara (acesso a Ivoti e Rincão do Cascalho), Rincão do Cascalho (acesso a Ivoti, São Sebastião do Caí, Serra, Montenegro, Capela de Santana e Triunfo), e a Estação Portão (acesso a Portão Velho, Rincão do Cascalho e Boa Vista e através da ferrovia acesso direto com São Leopoldo, Porto Alegre, Capela, Pareci e Montenegro (a partir de Montenegro a ferrovia ligava-se a outros ramais que se interligavam aos principais núcleos urbanos – centros de consumo e núcleos de produção do RGS).
Linha ferroviária e Estação Portão: A construção da linha ferroviária em Portão trouxe a intensificação da ocupação das terras no entorno da estação férrea causando a diversificação nas práticas econômicas através do comércio e possibilidades de transporte das mercadorias. Com isso chegou o acesso a comunicação - correios, telégrafos, jornais... mais mobilidade e intercâmbio cultural, concentração comercial no entorno da estação férrea, crescimento demográfico e relações econômicas e sociais mais complexas.
ESTAÇÃO PORTÃO: Primeiro núcleo de convergência social e econômico - Casa comercial de João Henrique Moog, Casa de Comércio de Carlos Pedro Conrad, Moinho de Jacob Lemmertz, Casa de comércio João Dietrich, Casa de Comércio Tulha – Pedro Müller, Curtume Boa Vista – Roberto Uebel, Frantz Zeumer, Carlos Oswin Franke, Carpintaria de Alfredo Lamb, Selaria de Gustavo Keller, Chapelaria de Eugênia Klein (costureira), Curtumes, - Tanino Natal, Acácia.